Setor encerrou 2024 em crescimento, ampliando a inclusão financeira e a participação comunitária
O cooperativismo de crédito tem transformado a forma como milhões de brasileiros lidam com o próprio dinheiro. Mais do que movimentar cifras bilionárias, o crescimento do setor representa uma mudança de mentalidade. Cada vez mais pessoas buscam não apenas aplicações ou empréstimos, mas sim controle, segurança e participação ativa em sua vida financeira.
Nesse modelo, o associado deixa de ser apenas cliente e se torna protagonista. As soluções são pensadas de maneira justa e próxima da realidade de cada comunidade, criando vínculos que fortalecem tanto a economia local quanto o senso de pertencimento.
Números expressivos
De acordo com o mais recente Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), divulgado pelo Banco Central, o setor encerrou 2024 com R$ 885 bilhões em ativos, crescimento de 21,1% em relação ao ano anterior. As captações atingiram R$ 708 bilhões, alta de 21,7%. Hoje já são 19,2 milhões de cooperados, entre pessoas físicas e jurídicas, presentes em 58% dos municípios brasileiros.
A diferença em relação aos bancos tradicionais está no propósito. Enquanto instituições privadas priorizam o lucro de acionistas, as cooperativas pertencem aos próprios associados, que participam das decisões de forma democrática e dividem os resultados. O retorno acontece por meio das chamadas sobras e dos juros sobre o capital social, sempre proporcional à participação de cada cooperado.
Além disso, embora ofereçam praticamente os mesmos serviços do sistema bancário, como contas, cartões, crédito, investimentos e previdência, as cooperativas se destacam por priorizar o desenvolvimento das regiões onde atuam. Em muitos municípios pequenos ou localidades afastadas, são a única alternativa de inclusão financeira, levando acesso a crédito em condições mais justas e contribuindo para o crescimento coletivo.
Fonte: MundoCoop



